A Caminho Do Norte

Depois dos 3 maravilhosos dias sobre 2 rodas, agora é hora de reduzir a marcha e optar por passeios mais convencionais. De Nha Trang, onde Hong me deixou, peguei um ônibus noturno para Hoi An, uma graça de cidade 12 horas ao norte, na costa.

Não fosse a chuva constante, esta cidade teria sido ideal para curtir uns 3 ou 4 dias antes de seguir viagem para o norte. Hoi An é uma cidade pequena, mas já foi um importante porto nos séculos XVI e XVII. Bastante turística mas ainda bem agradável, possui um lindo bairro antigo com grande influência chinesa e uma rua só de alfaiates e costureiras, onde é possível fazer roupas sob encomenda por uma pechincha! A alguns quilômetros desta cidade fica My Son, um outro sítio arqueológico, também patrimônio mundial da UNESCO. Este complexo de templos foi construído pelo reinado Champa, durante os anos 200 e 1700.

Mas a chuva, implacável, não deu um descanso sequer. Resultado:

– My Son, inundado, foi fechado.

– O rio da cidade transbordou, ruas alagadas por toda parte. Na mesma noite, foi impossível atravessar a ponte para ir jantar.

– Minha primeira experiência realmente desgostosa da viagem. Com a cidade alagada e meu quarto no andar térreo, adivinhem quem apareceu para dar um alô no meio da noite? Sim, um rato no meu quarto! Em menos de 10 minutos arrumei todas as minhas coisas e me mudei para um quarto no andar de cima.

Decidi, então, fugir das chuvas (e dos ratos)… no dia seguinte fui para Hué, outra cidade bastante interessante. Lá foi a base da Dinastia Nguyen, e possui um lindo palácio aberto para visitação.

Hué - Citadel
Hué - Citadel
Hué - Citadel
Hué - Citadel

Mas em Hué também chovia, o que me fez adiantar a viagem para Hanoi. Lá, pelo menos, não estava chovendo.

Hanoi é a cidade mais importante do norte e a capital do país. Ela não me pareceu tão caótica quanto Saigon (Ho Chi Minh), mas está longe de ser organizada. No bairro antigo da cidade, onde os turistas costumam ficar, as ruas são estreitas e não comportam a quantidade de veículos que circulam. As calçadas são todas usadas como estacionamento de motos ou como restaurante. Resumo: os pedestres disputam um lugar nas ruas junto com os veículos. Uma disputa desleal, uma vez que a lei que prevalece é a do mais forte. Quem é maior e mais forte tem preferência, é assim que funciona por aqui. E a buzina, esta é um componente indispensável nos cruzamentos sem sinais (ou seja, em praticamente todos do bairro).

Restaurante em Hanoi
Restaurante em Hanoi

Hoje andei uns 6 quilômetros para visitar o Museu da Etnologia. Na volta, peguei um táxi de volta ao bairro antigo. Mas acontece que a buzina do táxi não funcionava, e foi incrível como o motorista ficou completamente transtornado com isso! Ele apertava a buzina mesmo sem som, como por hábito, costume… e de vez em quando reclamava qualquer coisa em vietnamita. Pois é, por essas bandas, veículo sem buzina é quase como um veículo sem uma roda.

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12 Responses to A Caminho Do Norte

  1. Samildes Magalhães says:

    Que doideira é essa gente!!!! Bom, agora já tô achando o transito de Salvador uma maravilha !!! hahaha…
    Bjs querida, que os Budhas cuidem de vc.
    Sami

  2. simone says:

    Chan, ou agora você é Chang? Como chove, né? em todo canto!
    Achei lindo o palácio!
    E o restaurante? hahahahahahahaha!
    agora uma dúvida, vc fala com o motorista do táxi em que língua? ele sabe inglês?

    • admin says:

      Hahaha, não, ainda sou Chan por aqui!
      Chove demais, Si, mas agora em Hanoi deu uma super acalmada.
      Então, eu não falo com o motorista. Eu mostro no mapa onde quero ir! 🙂 É mais ou menos assim. Mas eles entendem coisas báscias tipo: “stop”, “ok”, “bye” e “hello”. Hahaha!

  3. Fernando says:

    Menina, você é mais corajosa do que eu imaginava. Continuo babando com as fotos e relatos. Falei ontem com a Luciana Kondo, que ficou empolgadíssima com a sua viagem. Passei o endereço do blog pra ela te acompanhar também.
    Não esquece de avisar quando volta, pra gente marcar alguma coisa pra matar a saudade e ouvir suas aventuras.
    Um beijão.

    • admin says:

      Hehehe! Mas também não sou imprudente, né?! Ah, legal, a Kondo já esteve por essas bandas, né? A Unicerj tinha que organizar algo por aqui também 🙂 rsrs
      Pode deixar que quando eu voltar, vocês vão saber!
      Beijo grande e saudades!

  4. Celso says:

    Chan, seus relatos estão cada vez melhores! e a gente aqui só com água na boca desta maravilhosa viagem que você esta fazendo e dividindo conosco um pouquinho (gostei muito da inclusão dos filmes). Um beijo Celso

    • admin says:

      Alô companheiro de escaladas!!! Fico feliz de poder compartilhar tanta vivência interessante com vocês!!! Quando vejo algo de surreal por aqui, logo penso: “tenho que colocar no site!”
      Beijo grande!

  5. Marcia Barros says:

    Estou imaginando a história do rato. KKKKKKKKK!!!!

  6. Silvana says:

    Concordo com o Celso, seus relatos estão fascinantes, e agora com videos, ficam mais reais ainda. Isso vai dar um livro! Parabéns Chant, estou orgulhosa de ter uma amiga com tanto talento e coragem para encarar uma aventura dessas sozinha. Bjos

    • admin says:

      Livro? Não sei, viu?! Quem sabe?
      Olha, parece dificil fazer essas coisas, mas na grande maioria das vezes, qualquer um tira de letra, Sil! Tem muita gente para ajudar no caminho!!!
      Beijo e obrigada!!!

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