Nyepi – O Ano Novo Balinês

Haja comemoração de ano novo! De janeiro pra cá já foram três! Cada uma delas, uma experiência inesquecível. Mas a última foi realmente única! Isso porque ela foi um misto de ano novo com carnaval, com direito a bloco de rua, banda e fantasias, em plena Indonésia!!!

Bali é uma ilha singular na Indonésia. Aqui se fala balinês, aqui as pessoas são de maioria hindu e andam de sarong, aqui o ano novo não é o mesmo. Nyepi, assim é chamado o ano novo balinês, aconteceu na semana passada e reuniu milhares de pessoas na cidade de Ubud, que dizem ser um dos melhores lugares para se assistir e participar da celebração! Fiz questão de conferir!

Semanas antes da celebração já avistávamos, espalhados pela cidade, bonecos coloridos e assustadores, com até 5 metros de altura, sendo confeccionados. São os famosos Ogoh-Ogoh‘s, bonecos que representam os maus-espíritos. Em outros momentos, escutávamos os ensaios das bandas de gamelan, a orquestra balinesa composta de instrumentos diferentes e de sons peculiares. No dia da virada do ano, logo de manhã a cidade já estava agitada, com modificações no trânsito e ogoh-ogoh‘s sendo carregados de um lado para o outro, e por volta das 16h as lojas já fechavam suas portas.

Antes da Festa Começar
Antes da Festa Começar

Às 18h milhares de pessoas começaram a se juntar em uma das ruas da cidade e logo mais começou o grande evento! Vários bonecos começaram a se concentrar na frente do templo:

Bonecos Chegando
Bonecos Chegando

E quando a música começou, foi uma emoção só! Apesar do calor insuportável e do cansaço, eu nem senti as quase 6 horas de festa passarem, tamanho foi o êxtase!

Banda
Banda

Ogoh-Ogoh e Guerreiro
Ogoh-Ogoh e Guerreiro

O desfile só terminou de madrugada, após todos os bonecos que simbolizam os maus-espíritos serem levados ao cemitério da cidade para lá serem queimados.

Ogoh-Ogoh Sendo Queimado
Ogoh-Ogoh Sendo Queimado

No dia seguinte à festa foi o dia do silêncio. Neste dia a ilha pára: à exceção de uma polícia especial (os Pecalang), encarregada de manter a segurança da cidade e de parar qualquer atividade que disturbe o silêncio, ninguém trabalha, ninguém sai às ruas, ninguém anda de carro. As lojas e os escritórios permanecem fechados. Nem avião voa neste dia! É o dia em que os balineses fingem não haver ninguém na ilha para que os maus-espíritos pensem que todos se foram e deixem a ilha também.

E assim começou o novo ano em Bali, todos de alma, espírito e energia renovados…

Poderíamos pensar em algo parecido para o Brasil, com bonecos à semelhança de algumas figuras da câmara e do senado… o que acham?

Feliz Nyepi!!

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Ubud

Peguei tanto sol em Padang Bai que resolvi sair um pouco da praia e conhecer a parte central da ilha. Fui para uma das cidades mais famosas de Bali, conhecida por seu artesanato, galerias de arte e seu ótimo astral: Ubud.

No início, achei a cidade bem turística: trabalhador demais para muito pouco turista, já que agora é baixa estação. Ao caminhar nas ruas, a cada hora alguém surge do além e te pergunta taxi? Caso você responda No, thanks, eles são capazes de insistir: transport?, where are you going?, what can I do for you? Se te vêem de mochila nas costas, então, é certo escutar um place to stay? Realmente isso é de enlouquecer. Mas depois de um ou dois dias em que os locais se familiarizam com você, as perguntas já não são mais tão invasivas e frequentes. Foi quando descobri que a cidade realmente faz jus à sua boa reputação. Me encantei!

Na frente de cada lojinha, uma oferenda, um detalhe, um charme!

No Lado Esquerdo
No Lado Esquerdo
No Lado Direito
No Lado Direito

Abaixo, alunos de Ubud na porta da escola.

Alunos
Alunos

A cidade oferece muitos passeios pela região, dentre eles conhecer (de longe) um dos vulcões ainda ativos e visitar o templo hindu mais antigo da ilha.

Primeiro Templo de Bali
Primeiro Templo de Bali
Vulcão Kintamani
Vulcão Kintamani

Outra atração do passeio foi visitar um templo construído em 926A.C., em um local considerado sagrado por eles: Tirta Empul. Há alguns anos lá descobriram uma fonte de água natural e cristalina, que julgam ter sido criada pela deusa Indra e que tem poderes curativos. Eles captaram essa água para purificação e construíram duas piscinas com várias saídas de água. Cada saída tem uma função: uma purifica pesadelos, outra é para pessoas que perderam familiares, outra é um antídoto para envenenamento, e assim por diante… Os devotos entram nas piscinas de Sarong e percorrem, em oração, cada uma das fontes.

Eu no templo:

Em Tirta Empul
Em Tirta Empul

Purificação
Purificação

Eu resolvi entrar também! Peguei minha canga de bali que, embora brasileira, passava muito bem por um Sarong, e lá fui eu! Se fui purificada ou não, não sei dizer. Mas passei um friiiio….

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Padang Bai – Bali

Padang Bai é uma praia de areia branca (porque aqui há também as de areia preta!) a pouco mais de duas horas de Denpasar (onde aterrisei), na costa leste da ilha. Um amigo meu francês me recomendou o lugar, dizendo que era bem menos agitado que outros lugares da ilha (tais como Kuta, onde nem me atrevo a ir, de tão turístico que deve ser!). De fato, a cidade é pequena e os turistas, poucos. Mas, chegando lá, uma surpresinha!

Para chegar em Padang Bai, optei por pegar um ônibus que interliga alguns pontos turísticos da ilha. O ponto de espera era numa mercearia, e lá esperei por uns 10 minutos até embarcar. Nesse meio-tempo, comecei aquela mesma conversa típica com os locais. Nesse momento tenho que expressar meus sinceros agradecimentos às modelos, aos jogadores de futebol e aos sambistas brasileiros! O Brasil é adorado no resto do mundo por puro mérito deles! Não há uma vez sequer em que falo que sou brasileira e não sou bem recebida por um sorriso seguido de algum comentário tipo: “Ronaldo”, “Cacá”, “Pelé”, “Samba”, “Gisele B…”. Mas, prestem atenção!, desta vez na mercearia, constato o nascimento de mais uma nova estrela brasileira!! Uma personalidade da música se torna mundialmente conhecida! Não, nada de Tom, Chico, Gal ou João Gilberto! Pasmem: Michel Teló! No que falei que era brasileira, ela logo arriscou: “Ei, Psiu! Beijo me liga!”. Oh, nãaaaao, pensei comigo! E ela inclusive tinha a música no celular! É, minha gente, quem poderia dizer que Michel Teló é sensação em Bali!?

Duas horas e meia depois chegamos na praia! Logo depois já tinha encontrado um lugarzinho super aconchegante, na beira da praia, para o pernoite: um guest-house com piscina, jardim com flores lindas e muito passarinho! Depois de um mergulho na piscina, fui fazer o reconhecimento do local! E foi então que vi muuuuitas pessoas na cidade! Muita gente circulando de um lado para o outro!

Voltando das Oferendas
Voltando das Oferendas

E essa foi minha supresa: na cidade, um festival de 3 dias, com direito a oferendas, rezas, shows de teatro e de dança, tudo nos dois templos a cinco minutos do meu hotel! Fiquei maravilhada! Nesta ocasião, e em especial dentro dos templos, todas as pessoas, sejam homens, mulheres, crianças ou turistas, devem vestir trajes especiais chamados Sarongs em respeito aos deuses. Sarong é uma espécie de canga feita de seda, algodão ou do tecido que conhecemos por “bali”, com desenhos os mais variados. Homens e meninos, além de vestirem Sarong, também devem enrolar um pano na cabeça. Seria talvez o equivalente ao solidéu judaico.

Durante a cerimônia no templo, os devotos sentados ordenadamente no chão elevaram as mãos à testa e oraram, por vezes em silêncio, outras emitindo alguns sons irreconhecíveis por mim.

Orando
Orando

Como parte do ritual, retiraram algumas flores das oferendas que trouxeram e as colocaram atrás das orelhas.

Flores
Flores

Passam-se cerca de vinte minutos, e a cerimônia se aproxima do fim. Foi quando alguns “padres” do próprio templo passaram por todos os devotos abençoando-os com água e arroz. A água é bebida por três vezes e colocada na cabeça uma vez. O arroz é colocado no terceiro olho e/ou têmporas e/ou garganta.

Abençoando
Abençoando

À noite, um espetáculo de música e de teatro balineses!

Performance de Música Balinesa
Performance de Música Balinesa

No segundo dia fiz amizade com um vendedor de um dos quiosques na entrada do templo. Interessante como aqui muitos deles falam inglês. Depois de quase quatro meses na China quebrando a cabeça tentando me comunicar, isso aqui é o paraíso!!! Conversa vai, conversa vem, em determinado momento meu amigo me contou que nem tudo é uma maravilha no país. Além da corrupção do governo, objeto de reclamação de vários balineses com quem já conversei, ele também mencionou a intolerância existente entre muçulmanos e hindus. Bali é uma ilha de maioria hindu. A Ilha de Java é de maioria muçulmana. Principalmente após os atentados de 2002 e 2005, assumidos por grupos islâmicos em Kuta, a praia mais famosa de Bali, a animosidade entre os dois povos só fez aumentar.

Questões políticas e religiosas à parte, meu amigo preparou um delicioso café balinês e me ofereceu umas frutas também típicas da região.

Frutas de Bali
Frutas de Bali

Dentre as frutas, uma provei pela primeira vez: Salá. É essa aí, com casca tipo “escama de cobra” e sabor parecido com abacaxi.

Uma Fruta: Salá
Uma Fruta: Salá

No dia seguinte, fechei minha visita a Padang Bai com uma praia divina.

Praia
Praia

Divina até a hora em que começou a chover! Eu e todos os turistas nos escondemos embaixo dos quiosques para esperar a chuva passar! Aqui é assim: sol, chuva, sol, chuva, sol, chuva… em Bali esses dois gostam de uma prosa!

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O Que É, O Que É?

Tem natureza exuberante, pássaros, árvores, muito verde, frutas deliciosas, faz calor e chove muito mas não é o Brasil?
A maior parte da população é hindu, vestem uma roupa tipo sari, fazem oferendas, alguns pintam nos rostos o terceiro olho mas não é a Índia?
Tem umas das melhores praias de surf e de mergulho do mundo mas não é a Austrália?

Então? Descobriram?

Se ainda não, aí vão mais algumas dicas:
É conhecida mundialmente pelos seus artigos de decoração em madeira e seus panos.
Bebe-se um bom café e come-se bem!

E algumas outras dicas não tão agradáveis assim:
É uma ilha em zona de risco de terremotos e tsunamis, mas não é o Japão.
Já foi palco de atentados terroristas mas não é Israel.

Em Taiwan peguei um vôo noturno com escala em Singapura e, na manhã seguinte, carimbei o passaporte em outro destino há muuuuito tempo cobiçado: Bali! A famosa e paradisíaca ilha de Bali, na Indonésia.

Bali é um pouco de tudo o que mencionei antes. Engraçado que, assim que pus os pés fora do avião, transportada pelo aroma dos incensos, me senti na Índia! Quando vi os balineses então, morenos de pele vestindo sarongs, especialmente simpáticos, me perguntei se não tinha pego o avião errado. Mas quando vi aquele tom de verde estampado em cada direção para a qual se olha, percebi que não era muito bem a Índia. Aquilo tinha mais cara de Mata Atlântica, de Rio de Janeiro!

Rua Do Meu Hotel
Rua Do Meu Hotel

Carente como nunca de sol e calor, assim que cheguei no hotel deixei o mochilão (que, cá entre nós, apesar de amigo para todas as horas, ultimamente nossa relação tem estado meio estremecida.  Só de pensar em carregá-lo…) e fui imediatamente para a praia! Lá, comi minha primeira refeição balinesa: tofu com molho de amendoim e mais outros ingredientes não-identificados.

Muito Tofu
Muito Tofu

O vendedor, muito simpático, quis saber tudo de mim: nome, de onde sou, quantos dias de férias, pra onde vou, etc, etc, etc… taí outra semelhança com os indianos!

Vendedor De Rua
Vendedor De Rua

Querem ver outra semelhança com indianos e brasileiros? Aí vai:

Vidão
Vidão

Nada como o dolce far niente na beira da praia! Mas, cuidado! Até mesmo um pacato programa na praia pode ser perigoso. Especialmente em zona de tsunamis!

Um Medinho
Um Medinho

Quando vi essa placa, imediatamente dirigi o olhar para a praia, me certificando de que não vinha em minha direção nenhuma onda gigante. Haha…

Mas, bom, em algum momento a gente tem que relaxar, não é? Logo, logo esqueci a placa, esqueci os tsunamis, e me concentrei nas novidades que não paravam de ser registradas no meu cérebro. Não sei se esta é uma época especial na ilha de Bali ou se essas atividades fazem parte do dia-a-dia dos balineses, mas é incrível como em cada metro quadrado existe uma oferenda! Nas portas das casas e dos estabelecimentos, nos templos, dentro dos carros, no quarto do hotel…

Oferendas
Oferendas
Mais Oferendas A Caminho
Mais Oferendas A Caminho

E, lá pelas tantas, uma procissão!

Procissão
Procissão

Assim foram meus dois primeiros dias no sudeste da ilha de Bali! Muito sol, muito verde, muito tofu, muita oferenda…. Nada mau para quem passou quase 4 meses semi-congelada na China. Sol e calor sob medida, com um banhozinho de água do mar,  nada melhor!

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Taiwan, Uma Surpresa – Continuação

O museu que visitamos após o templo taoísta se chama Buddha Memorial Center, e terminou de ser construído em dezembro de 2011. É um espetáculo de grandiosidade!

Museu do Buddha - Que Imponência
Museu do Buddha - Que Imponência

Nas paredes do museu, desenhos lindos:

Desenho na Parede
Desenho na Parede

Ju Hui, na foto abaixo, é uma das três pessoas que me buscaram no aeroporto. Ela e todos os outros me acolheram e cuidaram de mim como há muito tempo não era cuidada! Tive que praticamente brigar com eles para não me levarem no aeroporto na hora da partida!

Eu e Ju Hui
Eu e Ju Hui

Taiwan me surpreendeu por diferentes razões. A primeira e mais significativa foi a simpatia das pessoas. Sim, de fato não conheci muita gente. Mas todas que conheci, SEM EXCEÇÃO, foram uns amores! Uma delas, uma menina de 10 anos chamada YunYun, me conquistou! Toda curiosa com a gringa (eu), olhava para mim, esboçava um inglês e ria envergonhada! Vejam que doçura:

Yun Yun
Yun Yun

De Chiayi peguei o trem de alta velocidade e, depois de 1 hora e meia, a 300km/h, cheguei em Taipei. O trem: altíssimo nível. E esta compõe a segunda razão da minha supresa. Taiwan reúne o melhor dos dois mundos: uma mistura saudável entre o ocidente e o oriente, entre a modernidade e a história. O país carrega uma cultura e tradição chinesas, mas ao mesmo tempo não se fechou ao resto do mundo como a China. Lá muitos falam inglês, lá as pessoas, assim me parece, têm uma mente mais aberta, lá existe liberdade de expressão e de pensamento. Em Taiwan não me senti tão “diferente” como na China.

Em Taipei não tive como não visitar um dos cartões-postais da cidade: o arranha-céu Taipei 101. Até 2010 era o prédio mais alto do mundo, mas perdeu seu posto para outro (em Dubai, claro). Com 449m, hoje ele é o terceiro mais alto do mundo, e foi construído de forma a simular o crescimento de um bambu!

Taipei 101
Taipei 101

Após visitar o Taipei 101 e sua maravilhosa loja de livros em inglês, fui ao National Palace Museum, um museu simplesmente es-pe-ta-cu-lar! De tirar o chapéu. Ele reúne a maior coleção de artefatos chineses do mundo. São 8.000 anos de história chinesa concentrados em Taipei. Antigamente este museu ficava dentro da Forbidden City em Beijing. Mas, em 1931, com receio de que ele caísse nas mãos dos japoneses, Chiang Kai-shek ordenou que seu conteúdo fosse transportado a Taiwan.

National Palace Museum
National Palace Museum

Infelizmente não planejei muito tempo em Taiwan, na mesma noite já tinha vôo marcado. Não pude explorar o museu como gostaria e fiquei com gostinho de “quero mais, muito mais”! Taiwan merece muitos mais dias, no mínimo 2 semanas! Certamente voltarei para ficar mais! Quem se animar de se aventurar por essas bandas e quiser companhia, pode me chamar que eu vou!

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Taiwan, Uma Surpresa

Mais um fim, mais um recomeço. Minha aventura na China terminou. Confesso que deixei algumas lágrimas na despedida, principalmente por conta de umas amizades que fiz. Muitos que conheço nutrem certos pré-conceitos a respeito dos chineses em função, acredito eu, da diferença cultural existente. Sim, somos bastante diferentes. Não comemos o mesmo tipo de comida, não compartilhamos os mesmos estilos de vida, não pensamos igual, nossos países têm histórias singulares, entre outras muitas diferenças. Mas daí a tirar conclusões negativas sobre eles é um passo largo demais a ser dado. Posso dizer, com uma certa convicção, que em sua maior parte esses conceitos são taxativos, genéricos e de certa forma intolerantes. Durante minha estadia no país conheci pessoas maravilhosas, e agradeço por ter tido ainda mais esta oportunidade! Achei por bem expressar isso aqui pois tive receio de que meu antigo post Como Se Tornar Um Chinês pudesse ser mal interpretado. Ele foi uma tentativa minha de expor, ainda que de forma meio debochada, um pouco das nossas diferenças, e não ser uma crítica à sociedade chinesa.

De Guilin peguei um vôo direto para Taipei, capital de Taiwan. No caminho, um presente dos deuses. Um visual incrível:

A Caminho de Taiwan
A Caminho de Taiwan

Taiwan não estava inicialmente nos meus planos. Mas, ainda em Guilin, tinha tomado conhecimento de um grupo taoísta localizado em Chiayi, uma cidade no centro de Taiwan, próxima à famosa cadeia de montanhas AliShan, e foi então que resolvi ir conhecê-los pessoalmente.

Cientes da minha visita, três deles foram gentilmente me receber no aeroporto internacional de Taoyuan (próximo a Taipei)! Pela primeira vez na vida alguém com um papel com meu nome me espera no aeroporto! Me senti toda-toda!

Welcome Para Mim
Welcome Para Mim

Obs: aos entendedores do chinês, meu nome na verdade não se escreve assim, mas 珊珊.

Na mesma noite que cheguei, viajamos umas 2 horas de carro até o centro, em Chiayi, onde fiquei hospedada. No dia seguinte já tínhamos programação! Ao todo éramos 7. Visitamos um belíssimo templo taoísta próximo à cidade de Kaohsiung (ainda mais ao sul do país).

Do Lado De Fora Do Templo
Do Lado De Fora Do Templo

Logo na entrada uma estátua do Buddha Maytreia, cujos largo sorriso e “big stomach” indicam sua capacidade de tolerância.

Buddha Maytreia
Buddha Maytreia

Crianças sobem em cima dele e ele não se incomoda:

Esculturas no Jardim
Esculturas no Jardim

Dentro do templo, outras estátuas:

Templo Por Dentro
Templo Por Dentro

Muitas pessoas também visitavam o templo. Taiwan é um país de aproximadamente 23 milhões de pessoas das quais mais de 8 milhões são budistas e quase 8 milhões são taoístas. Pelo pouco que vi, há inúmeros templos espalhados pelo país! Uma beleza inesperada!

Algumas Pessoas Rezando No Templo
Algumas Pessoas Rezando No Templo

No jardim do templo, esculturas de GuanYin (Bodhisattva da compaixão, também conhecida como Avalokiteshvara), entre outras muitas…

Guanyin
Guanyin
Esculturas no Jardim
Esculturas no Jardim

A caminho do jardim das folhas de chá, outra visão do templo, ainda mais bela:

Templo Visto de Cima
Templo Visto de Cima

No templo, um almoço vegetariano delicioso! De lá, continuamos nossa “peregrinação” e fomos visitar um museu lindo, recém construído, com uma estátua gigantesca de Buddha. No post de amanhã…

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O Que Eles Dizem – 2

E…. aí vai a segunda compilação (duas respostas):

  1. Idade
    1. 29
    2. 26
  2. Sexo
    1. Feminino
    2. Feminino
  3. Solteiro/Casado/Separado
    1. Solteira
    2. Solteira
  4. Cidade/Província de origem
    1. Guilin
    2. Beijing
  5. Profissão/Estudos
    1. Turismo
    2. Recursos Humanos
  6. Já viajou para fora da China? Se sim, para onde?
    1. Sim. Malásia e Vietnam
    2. Não
  7. Quer viajar para fora da China? Se sim, para onde?
    1. Sim: América Latina, Europa e Índia
    2. Sim: para o ocidente, para culturas completamente diferentes da chinesa.
  8. O que costuma fazer em seu horário livre?
    1. Assistir filmes, fazer trilha, ler livro, estudar, malhar…
    2. Filmes, leitura, trilha, estudar inglês…
  9. Você lê notícias nacionais? E internacionais?
    1. Sim. Sim.
    2. Sim. Não muito.
  10. Uma mulher bonita:
    1. Audrey Hepburn
    2. Natasha Bedingfield
  11. Um homem bonito:
    1. Nestor
    2. Will Smith
  12. Quantas horas/dia gasta na Internet?
    1. Depende, entre 1 e 5 horas.
    2. Aproximadamente 8 h/dia.
  13. Você tem algum sonho? Se sim, pode compartilhar?
    1. Ter meu próprio negócio.
    2. Sonho com “oceano” muitas vezes, eu mergulho como um peixe. Não sei porque.
  14. Quem são as 3 pessoas na história que você mais admira? Por que?
    1. Nunca pensei nisso antes, admiro muitos.
    2. Lao Tse– filósofo fundador do Taoismo. (Explicação não compreendida). Imperador Kangxi – usou o Taoísmo e criou glória durante o império Qing. Ele é uma referência na história da China.
  15. Como você vê sua vida daqui a 5 anos? E daqui a 10 anos?
    1. Alcançando meus sonhos um a um.
    2. Não sei, as coisas mudam tão rapidamente na China. Mas sei que continuarei aprendendo coisas novas.
  16. Você acha que o mundo está melhor do que a 10, 20 ou 50 anos atrás? E a China?
    1. Sim, acho que sim. A China também.
    2. NÃO! Está piorando. Principalmente na China: poluição, corrupção e diferenças entre classes socias estão piorando.
  17. Qual diferença existe entre crescer hoje e crescer na época em que você cresceu?
    1. (Não respondida)
    2. Muito mais carros, comida e ar maléficos. Pessoas mais rudes que antes.
  18. Você pode compartilhar uma boa e uma má lembrança de sua infância?
    1. Eu costumava ser uma criança “selvagem”. Não tenho más lembranças, só boas.
    2. Morando em uma vila com minha avó, muitas árvores verdes, água armazenada, peixes, pequenos insetos, pássaros, subindo montanhas com amigos. Nós brincávamos no campo, tínhamos ar fresco e comida orgânica! Tive que deixar a vila e voltar à casa dos meus pais, não deixei nada lá.
  19. Como você define uma “vida boa” ou uma “vida bem sucedida”?
    1. Boa vida é uma vida saudável, com “substância e espírito”  (Obs minha: não consegui traduzir melhor).
    2. Poder viajar para fora do país com facilidade. É muito difícil para um chinês tirar visto; Ser profissional e poder realizar seu trabalho; Pessoas respeitando a lei; Pessoas sendo educadas e respeitando-se umas as outras; Aceitar a diversidade e não ter somente uma regra para julgar.
  20. Você poderia viver sem arroz? 🙂
    1. Em que condições?
    2. Não, eu amo arroz.
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